terça-feira, 3 de junho de 2008

Perfeito!


















Eu não vou conhecer todos os lugares que desejo, nem tudo e todos que quero. Não posso viajar no tempo. Não consigo acabar com a saudade, nem conseguirei. Eu vou morrer algum dia. "O cinema é só um sonho", diz um personagem quando o Nuovo Paradiso é destruído. E eu choro, como já estava fazendo desde o começo do filme e continuo até meia hora (ou mais) depois do fim. Vou até o banheiro, lavo o rosto e tento esquecer novamente que a vida é verdadeira, fugir um pouco do horror, só um pouco: o sentimento, músicas, filmes, livros, amor. Estranho como eu tento amenizar esse horror, de saber que a vida é verdadeira, ao observá-la assim, em sonhos.

Metalinguístico,fábula contamporânea,um filme que nos faz acreditar que é possível sim não desviar pelas rotas ordenadas pelo dito "melhor caminho"e seguir o próprio desde que esse seja tecido com todo amor que traz a essência de estarmos aqui.

Demoliram as lembranças concretas de um sonho tão antigo
porém não arruinaram a esperança de todos,todos aqueles que juntos
numa praça singela uniam-se para rir,rir do sonho!
um sonho projetado numa parede enorme...
a amizade profunda baseada na arte,na declaração de amor a arte...
Este sentimento alimentou todo um aprendizado,que por mais simples
que parecesse era sim,o início de uma carreira,o sonho aconteceu.
Porque na cegueira do herói viu-se o rastro da lição,
no conselho do" não adeus "viu-se a libertação ...
enxergou-se no pequenino um amor tão grande que precisava voar da cidade pacata,
e desbravar o mundo...porque dentro dele,as fitas de fotograma em celulóide gritavam para sair! e assim foi!perante o maluco que gritava sempre:"a praça é minha,a praça é minha"!
um cineasta voltou ao passado...
Constatando como foi importante ter ido buscar seu futuro.
Futuro que desde que ele viu pela primeira vez uma tela de cinema foi despertado.
Um Filme QUE TOCA POR TODOS OS SENTIDOS E POROS.

Adélia Coelho*2008

Trilha sonora perfeita !!!(Ennio Morricone)
Filme de Giuseppe Tornatore

CINEMA PARADISO











De volta as cinzas do meu sonho
uma cidade distante,meu país de origem que pensava; em mim ter naufragado
engano,sinto muito ter tido que despedir-me de minhas raízes,mas assim o fiz
para Ser enfim,quem sempre,desde guri fui....Um produtor de sonhos!
A paixão começou tão cedo e nem dava-me conta de quão importante aqueles primeiros sinais seriam em minha vida...
meu futuro estava sempre ali, projetado naquela tela de cinema..
e meus olhos brilhavam a cada nova imagem que se formava
como nuvem em meus céus...
a teimosia garota,a esperteza aguda que me sopravam aos ouvidos pequenos pedaços do que mais tarde entenderia...
de volta as cinzas daquele incêndio,onde salvei meu herói,,
onde recuperei meu pai morto na guerra
naquele senhor solitário como eu,naquele homem,tão sonhador quanto eu...
de volta as cinzas de meu amor,nunca o tive verdadeiramente,
por instantes eternizei os beijos, os melhores, beijos de cinema numa única boca feminina,
todo o sonho morria quando, esta mesma boca sequer disse- me "adeus"..
desapareceu a esperança...sempre acompanhei-me de cinzas
OUVI MEU AMIGO,SEGUI SEM PERMITIR-ME "SAUDADE"...
TUDO QUE APRENDI LEVOU- ME ALÉM,ALÉM do que eu SABIA que poderia.
Estas mesmas cinzas que sempre tentaram me intimidar
hoje devolvem- me o verso dos negativos partidos,
das repressões infundadas,da única despedida que fez-me Homem.
Um homem que não desistiu de fazer o que amava,o que ama.
CINEMA PARADISO.


sOBRE O FILME-Adélia Coelho 20o8*

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Plug


Ainda não rendi-me ao sono,saciei uma de minhas fomes...
E penso no beijo,projeto-me na saliva viajante,vôo sobre céus de boca
Sugando o sonho da herança que prometeram-nos em sortes desnaturadas!
Deveria dormir,deveria me entregar a cama,num ato sagrado de redenção
fazer amor com minha cama,morder meus travesseiros,adentrar nas espumas do colchão
Devagar,bem devagarinho vou relembrando o primeiro contato das mariposas
asas que se tocam,temendo o inevitável,asas que se beijam,encostando apenas suas cores
as mais diversas cores,nossas fôrmas untadas e o forno esquentando..esquentando...
o céu azulando azulando...O sol nos avisando....Lua tarada que espia todos os amantes
em devaneios duplos e solitários!
Renuncio o sono aqui,porque quero gozar dessa lua pálida,doce,menina
desenhando as formas que todos ditam ser um santo,ou talvez um Coelho...
Vou desenhar na lua,teus olhos.........Rabiscados,.
Flô*2008

é sempre


Pego carona em qualquer vento,preciso apenas segurar firme!
Estrelas cadentes passam a todo instante,é preciso acreditar!
Meus livros de auto ajuda me disseram para tentar!TENTAR!
eU TEIMO EM iNEVENTAR!INTERVENHO NAS CONVENÇÕES
intervenções!pego carona na restrita e indefinida possibilidade de Fuga
Entre fumos de sonos inexistentes,trago felicidade absurda
esse vento ligeiro batendo nos rosto,na cara mesmo!
Esse vento me bate,e sadicamente apaixono-me por cada pisa de vento que levo!
vOU-ME a viagem é sempre.
Flô*2008

Céu





Pastagens de ouro!pastagens de ouro!Um verde sinal de percepções distantes...
caminhões de sementes de sexo,caixotes de sêmens!
Vermelhos portões de tesão,Frutos delicados e doces como o leite árido desta terra de Infantes
Chamo meu trabalho de "prostituição",nada em mim é tão sagrado que não possa ter preço
Cuido de cada poro,pois minhas pastagens valem ouro!Ouro!
Mendigo minhas Rifas soltas entre os bares saturados de vazios inchados!ocos bêbados!
estômagos bandidos!Os olhos me engolem,mastigam depois que percebem os goles de meus
ardis exasperados...um vermelho sinal de direções errantes...
Errei,meu filho é pequeno e tenho pena de mim...quando música toca,meu corpo percebe outro tipo de clarão,minha alma pode sentir o gosto de consumir um gôzo ser ter que ser paga para isso.Meu nome é Céu,e não posso fugir daqui.

Flô2008

Suely




No céu de qualquer Suely que reinventou seu nome
diarimente germes enbriagados seguem seu rumo adentro
Rifa-se o futuro como se os instantes de prazer coubessem no gôzo
um azul instransponível,um azul que inebria todos os órgãos,
um azul que incita a fome,que pertuba o homem
O caminho é azul,e como os poetas um dia disseram
os passos são arco íris,contudo um beijo é tão caro
um amor é tão raro,essas histórias de filme me deixam mais down que o normal...
meus seios sangram,em minha cidade revejo o cais e o caos de ser Suely...
quem nunca prostituiu um desejo que atire a primeira rosa azul!
Os filhos destes seios esguiamente ensanguentados estão ali esperando o leite
leite empedrado como o caminho,como as curvas e os sapatos que dilaceram a solidão.
a esssa hora tantas Suelys Rifam seus únicosVersos...e nem o sabem Rimar
Ri...Mar...Ri Mar...ah!Como se no calor das decisões inconsequentes pudésemos rir mesmo do mar..um Mar que pouco vimos,um Rir que pouco curtimos...


Adélia 2008

quarta-feira, 28 de maio de 2008

..Desligue o butão...






Entretenimento-ato de entreter,envolver,distrair------
Pouco vejo tv,mas quando vejo tenho a sorte(ou azar)da antena dar problemas..incrível isso!
como uma mulher de tpm que recusa-se a pegar,como se tivesse vontade própria e tem.rsrsrs
Tenho visto meus filminhos novamente,há tempos não locava(sem tempo)...tenho feito listas de váriios que quero ver...Essa mulher-tv quer encontrar a imagem certa,a imagem que se enquadre melhor no tom do dia,o áudio que transforme sua distração em ação,
em meu corpo conectado a rede dessa fusão multicultural ,encontro as marcas dos choques raros
que entretem também minhas cores fantasiosas...
assim vejo tv em mim(te vê é fácil...)Na transparência de minha verdade sigo contagiando os telespectadores do meu canal.
canal :"convencionalismos desligue o butão"


Flô*2008

Quem sou eu

Minha foto
Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô