Abandono-me de forma valiosa
quero comer teu desespero
quero provar a cada minuto tua carne flácida
mordo tuas dobras tímidas
lambuzo tuas formas envergonhadas
quero comer teu egoísmo
quero comer tua tara.
quero provar tua saliva,
que escorre vermelho sobre o vento
como se a noite fosse uma caixinha de música
bailarinos ,ansiamos a corda...
abandono-me de forma valiosa
quero comer tua honestidade
quero comer tuas expressões
mordo tuas coxas,com fome
tenho a fome de tuas pernas
sugo meu alimento em tua cruz exposta
sugo até não haver mais nada.
mastigo cada ardor,cada suspiro,cada gemido
o meu prazer é cobrir tua igreja com meu manto sagrado.
o meu prazer é saciar tua rigidez com minha hóstia
o meu prazer é consagrar tua pureza o meu maior goso.
goso entre tuas pernas,como se ali orasse pelas estrelas
pois o lugar que visito,quando estás dentro de mim
é o lugar que escolhi para viver.
amo vc.
Flômaio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Iluminei neste pedaço de escura vertigem,
molhada intuição,há tempos não visitava este lugar
estranho quando,perdemos mesmo que por pouco tempo
a cidade da poesia
esta noite me fala em água,que saudade é coisa rara
preciosas histórias me esperam
e nesse instante,volto ao ponto de partida
achei que estivesse vagando sem mais propósitos
achei que o barulho da chuva não se importasse comigo
minha dor tem asas coloridas,condor de circo,espécie maluca
iluminei neste pedaço de escura vertigem,e sem mais vocabulário
fujo da vida rebuscada,fujo da lógica treinada
fujo da máscara comprada,vou ao encontro do teu mundo
para perceber que o meu espaço é o encaixe do teu.
a cidade da poesia,é onde posso te contar o que realmente se passa
dentro desta fantasia gasta,pálida,enferrujada
chegará o tempo que não saberei mais
que idade tenho...
meu aniversário agora é teu beijo.
Flô
molhada intuição,há tempos não visitava este lugar
estranho quando,perdemos mesmo que por pouco tempo
a cidade da poesia
esta noite me fala em água,que saudade é coisa rara
preciosas histórias me esperam
e nesse instante,volto ao ponto de partida
achei que estivesse vagando sem mais propósitos
achei que o barulho da chuva não se importasse comigo
minha dor tem asas coloridas,condor de circo,espécie maluca
iluminei neste pedaço de escura vertigem,e sem mais vocabulário
fujo da vida rebuscada,fujo da lógica treinada
fujo da máscara comprada,vou ao encontro do teu mundo
para perceber que o meu espaço é o encaixe do teu.
a cidade da poesia,é onde posso te contar o que realmente se passa
dentro desta fantasia gasta,pálida,enferrujada
chegará o tempo que não saberei mais
que idade tenho...
meu aniversário agora é teu beijo.
Flô
Meus cabelos vermelhos
descobrem dia a dia a sinfonia do teu sono de menino
tua respiração que ofega meu olhar
teu sonho que desconcerta meu pesar
em meu vulcão aceso dorme teu fogo
possuído de temores novos,antigos ensaios
nossa estréia á agora meu amor,
nossa explosão é cotidiana
aos poucos,descubro que dentro de ti
há fábulas encantadoras,e que consegues sim,chorar
através das risadas mais dispersas,das entregas de certas palavras
meu fogo te abraça e lentamente dançamos dias e noites
meses e anos,eternidades e infinitudes
em cada fio de meu vermelho tua voz grave dissipa a saudade
e encaixados no beijo no sexo e na verdade
seguimos tecendo nossa música,
em meu vulcão adormecido mora teu nome.
Felipe és o meu gigante menino.Minha cidade.
Flômaio de 2010
descobrem dia a dia a sinfonia do teu sono de menino
tua respiração que ofega meu olhar
teu sonho que desconcerta meu pesar
em meu vulcão aceso dorme teu fogo
possuído de temores novos,antigos ensaios
nossa estréia á agora meu amor,
nossa explosão é cotidiana
aos poucos,descubro que dentro de ti
há fábulas encantadoras,e que consegues sim,chorar
através das risadas mais dispersas,das entregas de certas palavras
meu fogo te abraça e lentamente dançamos dias e noites
meses e anos,eternidades e infinitudes
em cada fio de meu vermelho tua voz grave dissipa a saudade
e encaixados no beijo no sexo e na verdade
seguimos tecendo nossa música,
em meu vulcão adormecido mora teu nome.
Felipe és o meu gigante menino.Minha cidade.
Flômaio de 2010
dEMOREI a dar-me conta de que somos
somos as diferenças repartidas e achadas
teu olhar,agora já me foge mais que antes
tua boca beija ligeiro,apressa-se em saber
antes,quando tudo é a pureza da descoberta
não existe a serenidade,tudo o mais é inverdade
as maquiagens acesas,o turbilhão de "positividades"
mas que mal há na realidade?
ela chega,cedo ou tarde
bem tarde,para muitos,bem cedo para outros
os conto de fadas encomendados são só maldade
que mal há na magia da insanidade?
pedregulhos esquisitos,indo e voltando pra mesma água
hoje,me pergunto,o que acalma o peito ainda o faz queimar?
o que aflora a alma ainda a faz teimar?
o que sacode a dor ainda faz amar?
somos as diferenças repartidas e achadas
a herança de todo sofrimento de amor
os potes deixados nas estações,as garrafas encontradas em alto mar,
com cartas de amores impossíveis
somos as efemeridades disfaraçadas de casamento
somos aquele deserto caótico e milagreiro,somos esta noite chuvosa de maio,
onde encontramos nas faltas e imperfeiçõesas risadas mais tolas e os ímpetos mais infantis
somos este não saber ser,e de não saber
querer,e querer e querer estar junto apenas...
estou tão feliz com este teu sorriso que se abre
como o sol que gosto de sentir.
Flômaio de 2010
somos as diferenças repartidas e achadas
teu olhar,agora já me foge mais que antes
tua boca beija ligeiro,apressa-se em saber
antes,quando tudo é a pureza da descoberta
não existe a serenidade,tudo o mais é inverdade
as maquiagens acesas,o turbilhão de "positividades"
mas que mal há na realidade?
ela chega,cedo ou tarde
bem tarde,para muitos,bem cedo para outros
os conto de fadas encomendados são só maldade
que mal há na magia da insanidade?
pedregulhos esquisitos,indo e voltando pra mesma água
hoje,me pergunto,o que acalma o peito ainda o faz queimar?
o que aflora a alma ainda a faz teimar?
o que sacode a dor ainda faz amar?
somos as diferenças repartidas e achadas
a herança de todo sofrimento de amor
os potes deixados nas estações,as garrafas encontradas em alto mar,
com cartas de amores impossíveis
somos as efemeridades disfaraçadas de casamento
somos aquele deserto caótico e milagreiro,somos esta noite chuvosa de maio,
onde encontramos nas faltas e imperfeiçõesas risadas mais tolas e os ímpetos mais infantis
somos este não saber ser,e de não saber
querer,e querer e querer estar junto apenas...
estou tão feliz com este teu sorriso que se abre
como o sol que gosto de sentir.
Flômaio de 2010
Todos os dias
anoiteço calada embaixo dos teus carinhos
não há palavras que plantem o instante
todos os dias
entardeço faminta em cima dos teus voos
não há deslizes que escavem teu tesouro
todos os dias
todos eles
os dias que passo ao teu lado
são mágicas constatações
do extra cotidianoda não rotinada alegria de surpreender a si no outro...
todas as noites, quero meu dia ao teu lado,mesmo que a lua venha cedo,
mesmo que não gosemos do sol
mesmo que a chuva nos deixe moles
estar no mesmo plano que você
e poder beber desta ternura
faz-me ser atemporal,desmedida e completamente apaixonada...
sua verdade é meu tempo,
dentro da minha hora tu vivese moras e acordas e morres e revives
a cada sono,que sonhar.
fLÔ-MAIO DE 2010
anoiteço calada embaixo dos teus carinhos
não há palavras que plantem o instante
todos os dias
entardeço faminta em cima dos teus voos
não há deslizes que escavem teu tesouro
todos os dias
todos eles
os dias que passo ao teu lado
são mágicas constatações
do extra cotidianoda não rotinada alegria de surpreender a si no outro...
todas as noites, quero meu dia ao teu lado,mesmo que a lua venha cedo,
mesmo que não gosemos do sol
mesmo que a chuva nos deixe moles
estar no mesmo plano que você
e poder beber desta ternura
faz-me ser atemporal,desmedida e completamente apaixonada...
sua verdade é meu tempo,
dentro da minha hora tu vivese moras e acordas e morres e revives
a cada sono,que sonhar.
fLÔ-MAIO DE 2010
Observo tua face,
na ponta de teu nariz há
na ponta dos teus lábios há
na ponta dos teus olhos há
na maça do rosto há
na ponta dos teus cachos adocicados há
a melancolia íntima dos meus acordes
a delicadeza de tua poesia congelada
a generosidade dos traços mais febris
em tua pele pó de ouro se entranha o nosso suor
observo tua face,enquanto teu gemido se converte em infertilidade de lágrimas
as dores são minhas cruzes árduas
teu andar traz consigo minhas mágoas
na ponta do nosso amor há
as fitas coloridas da entrega
os cavalos selvagens do desejo
as árvores comestíveis do compromisso
na ponta da tua raiz meu beijo reparte-se em sabores que já me pertenciam
tua boca meu amor,é a ponta viva do meu coração
.dentro de ti descanso,pois o amor é simples
só pede que haja
e háhá
há háhá
háhá
há
Na minha face a tua.
Flô-maio de 2010
na ponta de teu nariz há
na ponta dos teus lábios há
na ponta dos teus olhos há
na maça do rosto há
na ponta dos teus cachos adocicados há
a melancolia íntima dos meus acordes
a delicadeza de tua poesia congelada
a generosidade dos traços mais febris
em tua pele pó de ouro se entranha o nosso suor
observo tua face,enquanto teu gemido se converte em infertilidade de lágrimas
as dores são minhas cruzes árduas
teu andar traz consigo minhas mágoas
na ponta do nosso amor há
as fitas coloridas da entrega
os cavalos selvagens do desejo
as árvores comestíveis do compromisso
na ponta da tua raiz meu beijo reparte-se em sabores que já me pertenciam
tua boca meu amor,é a ponta viva do meu coração
.dentro de ti descanso,pois o amor é simples
só pede que haja
e háhá
há háhá
háhá
há
Na minha face a tua.
Flô-maio de 2010
Caminhei sozinha por concretos exatos
pedras cumprimentavam o sol,
nuvens cinzentas atravessavam a rua
a poeira dos veiúculos ultrapassando a minha face,rubra e nua
de mãos dadas com as pontes,
cruzei outdoors antigos,estabeleci risadas e gemidos,
continuei,sentindo o crespo
de pés costurados ao real,
fervilhei em estradas sedentas
destinos cruzados em becos,esquinas alucinógenas
caminhei sozinha por exatos concretos
ampliei minha asma,aspirando o medo
a nocividade dos olhares alheios,atirei ao rio tudo que possuía,
todas as moedas de um centavo
sentei a beira da saída e pensei:a solidão é algo de cor sépia
então,poderia inventar alguma alegria...sem pretensões.
caminhei e sozinha achei concreta a exatidão da sensibilidade
ela tem cheiro,textura e sentimento...
pintei outra foto e voltei as ruas com mais verdade.
Flô-maio de 2010
pedras cumprimentavam o sol,
nuvens cinzentas atravessavam a rua
a poeira dos veiúculos ultrapassando a minha face,rubra e nua
de mãos dadas com as pontes,
cruzei outdoors antigos,estabeleci risadas e gemidos,
continuei,sentindo o crespo
de pés costurados ao real,
fervilhei em estradas sedentas
destinos cruzados em becos,esquinas alucinógenas
caminhei sozinha por exatos concretos
ampliei minha asma,aspirando o medo
a nocividade dos olhares alheios,atirei ao rio tudo que possuía,
todas as moedas de um centavo
sentei a beira da saída e pensei:a solidão é algo de cor sépia
então,poderia inventar alguma alegria...sem pretensões.
caminhei e sozinha achei concreta a exatidão da sensibilidade
ela tem cheiro,textura e sentimento...
pintei outra foto e voltei as ruas com mais verdade.
Flô-maio de 2010
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Quem sou eu
- No Silêncio das Montanhas a Linguagem dos Ventos
- Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô