Exorcise sua parte intocada
invada a pureza desgarrada
rebeldia de dentes afoitos
sim,a morte é destino
a morte ousará amar-te
derrame poesia pelo caminho
deixe-se perder
esvaindo-se em versos
quem os colherá?
Os ramos cochichavam ao céu
que as almas são flores pálidas
exorcise sua parte intocada
e se deise encerrar.
Exorcise sua parte intocada
e liberte-se de afetos cegos
natureza enganada
retire do semblante o sangue inóspito
retire o óbvio
atire-se em se e nos outros
e te conhecerás.
Flô
sábado, 3 de março de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
A coitada não existe
personagem que herdei
onde havia doença
doença que jamais compreenderam
a vagabunda não está aqui
a atriz existe no palco
onde há arte
meu corpo jazz por sobre os escombros de abraços perdidos
os restos não me satisfazem,quero amores reais,inteiros e agudos
quero famílias que me queiram e aceitem e admirem
quem ali está feliz por mim,pelo que sou,pelo que fiz de bom?
O que sobrou de Antoniêta Coelho está muito vivo
e é muito muito valioso,a merda toda fica por conta de vocês.
a coitada não existe,minha vitória é chama acesa de amor.
amor que ninguém jamais mereceu receber,mesmo assim,foram presenteados
e nem depois da partida reconheceram...
pobres almas inferiores,que se limitam a demarcar terrítórios e heranças concretas,sabe onde fica meu lar?
dentro do amor que minha mãe sente por mim,
dentro do amor que sou capaz de sentir por minha Luz,
sabem o que é um lar?Obrigada Deus,por ter me mostrado isso.
Flô
personagem que herdei
onde havia doença
doença que jamais compreenderam
a vagabunda não está aqui
a atriz existe no palco
onde há arte
meu corpo jazz por sobre os escombros de abraços perdidos
os restos não me satisfazem,quero amores reais,inteiros e agudos
quero famílias que me queiram e aceitem e admirem
quem ali está feliz por mim,pelo que sou,pelo que fiz de bom?
O que sobrou de Antoniêta Coelho está muito vivo
e é muito muito valioso,a merda toda fica por conta de vocês.
a coitada não existe,minha vitória é chama acesa de amor.
amor que ninguém jamais mereceu receber,mesmo assim,foram presenteados
e nem depois da partida reconheceram...
pobres almas inferiores,que se limitam a demarcar terrítórios e heranças concretas,sabe onde fica meu lar?
dentro do amor que minha mãe sente por mim,
dentro do amor que sou capaz de sentir por minha Luz,
sabem o que é um lar?Obrigada Deus,por ter me mostrado isso.
Flô
Não quero abrir as portas
não quero receber visitas
o peito está seco
o peito está lacrado
enquanto as peças se encaixam
tomo um drink,e não páro de pensar
o que houve com todo amor que estava aqui?
o egoísmo é capaz de tudo,
o homem é capaz de devorar os restos de um ninho
pássaros indefesos,que não sabem o que é ter mãe
quem ali sabe?
Eu quis voar,voltei,e agora preciso voar
não quero meu ninho envolto a guerra
não quero que minha cria passe pela prisão que passei
não vou abrir as portas
não quero receber clientes
o peito está murcho
o peito está violado
roubaram a bomba da alma
entraram no quintal e roubaram tudo.
arrancaram as flores amarelas que sorriam sem entender
cuspiram cal na arte que jorrava acesa pelo muro insólito
apagaram tudo,cada mísero centavo de afeto que um dia houve
encerrou o peito mudo,
encerrou sem ódio,
e toda culpa é justamente por este pássaro ainda residente
não rasgar toda uma verdade em chamas,por rebeldia ou rancor
ninguém entende que existem mesmo pássaros que só querem
apenas,nem mais nem menos,só querem voar...
e fazer seu ninho em lugar seguro
e segurança é amor.segurança é amor.
isso tenho aos montes.
Flô
não quero receber visitas
o peito está seco
o peito está lacrado
enquanto as peças se encaixam
tomo um drink,e não páro de pensar
o que houve com todo amor que estava aqui?
o egoísmo é capaz de tudo,
o homem é capaz de devorar os restos de um ninho
pássaros indefesos,que não sabem o que é ter mãe
quem ali sabe?
Eu quis voar,voltei,e agora preciso voar
não quero meu ninho envolto a guerra
não quero que minha cria passe pela prisão que passei
não vou abrir as portas
não quero receber clientes
o peito está murcho
o peito está violado
roubaram a bomba da alma
entraram no quintal e roubaram tudo.
arrancaram as flores amarelas que sorriam sem entender
cuspiram cal na arte que jorrava acesa pelo muro insólito
apagaram tudo,cada mísero centavo de afeto que um dia houve
encerrou o peito mudo,
encerrou sem ódio,
e toda culpa é justamente por este pássaro ainda residente
não rasgar toda uma verdade em chamas,por rebeldia ou rancor
ninguém entende que existem mesmo pássaros que só querem
apenas,nem mais nem menos,só querem voar...
e fazer seu ninho em lugar seguro
e segurança é amor.segurança é amor.
isso tenho aos montes.
Flô
Caminho por sobre teus ombros
cidade de amor pedido
amor clamado
contorno tuas ruas sublinhando as falhas
devoro a fome de tua navalha
dedilho lentamente as avenidas de tua face
enlace
passeio em tuas costas,como se minhas mãos
decodificassem a terra
moro em teu corpo,residente,ardente,demente
moro em cada poro e me abrigo de semente
em cada briga de amor histérico,encontro a pele
reencontro o laço de amor antes sempre ausente
tua presença é mais que qualquer olhar apaixonado
que qualquer papel de carta perfumado
em teu corpo percorro-me.perco-me.erro-me.
amarro-me.amo-me!
faço poesia em teus cabelos...
e você a devolve-me calada
num goso de amor eterno.
Flô
cidade de amor pedido
amor clamado
contorno tuas ruas sublinhando as falhas
devoro a fome de tua navalha
dedilho lentamente as avenidas de tua face
enlace
passeio em tuas costas,como se minhas mãos
decodificassem a terra
moro em teu corpo,residente,ardente,demente
moro em cada poro e me abrigo de semente
em cada briga de amor histérico,encontro a pele
reencontro o laço de amor antes sempre ausente
tua presença é mais que qualquer olhar apaixonado
que qualquer papel de carta perfumado
em teu corpo percorro-me.perco-me.erro-me.
amarro-me.amo-me!
faço poesia em teus cabelos...
e você a devolve-me calada
num goso de amor eterno.
Flô
Nem manhã nem meio termo
o dia estagna
entre lúcidas cerejeiras
entre cupins de sentimentos
tosco é o sentido da vida
breve é o degustar dos dedos
nem amanhã nem meio dia
a noite empedra
entre carros emprestados no beco
entre insanos atrevimentos
vesgo é olhar sobre a vida
leve é o piscar da boca sobre o amanhecer de seios
tudo passou,tudo se arrastou,ela nem percebia
fiz de tudo para ela nunca ver esse outro lado
mas era em mim que sempre doía
e dói
nem ama nem se julga enfermo
a luz da lua é afago entre medos
não era para o erro dos outros que apontava
queria tocá-los apenas,tocá-los
mas como deixar-se tocar
se não possuem luz do dia?
não há tempo em abraços fulgazes
a hora urge,e tigres famintos seguem seus instintos
a fome do homem é destruir o que restou de bom
a fome do homem é destruir o que restou de bom...
quem sabe um dia você me reconheça.
Flô
o dia estagna
entre lúcidas cerejeiras
entre cupins de sentimentos
tosco é o sentido da vida
breve é o degustar dos dedos
nem amanhã nem meio dia
a noite empedra
entre carros emprestados no beco
entre insanos atrevimentos
vesgo é olhar sobre a vida
leve é o piscar da boca sobre o amanhecer de seios
tudo passou,tudo se arrastou,ela nem percebia
fiz de tudo para ela nunca ver esse outro lado
mas era em mim que sempre doía
e dói
nem ama nem se julga enfermo
a luz da lua é afago entre medos
não era para o erro dos outros que apontava
queria tocá-los apenas,tocá-los
mas como deixar-se tocar
se não possuem luz do dia?
não há tempo em abraços fulgazes
a hora urge,e tigres famintos seguem seus instintos
a fome do homem é destruir o que restou de bom
a fome do homem é destruir o que restou de bom...
quem sabe um dia você me reconheça.
Flô
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
nO FOCO do mundo de Fora
A flor tem suas veias expostas ao sol
se abre corada na beira das folhas
roçando seu vermelho
em verde molhado e tímido sal*
afora este corpo humano e dilacerado
existe alma que projeta-se em flor
existe alma,pedido de amor
em cada linha da Flor esquecida na rua
um sentido delicado de perceber a vida
No foco do mundo de fora
o de dentro se abre,aflora natureza sábia
intuição que resgata poesia congênita
a continuidade natural
de cores que se completam,
no mesmo caule,pai mãe e filho
bebem da mesma chuva
comungam de uma só raíz
e sobrevivem...
desde que você não arranque seu lar.
Flô
A flor tem suas veias expostas ao sol
se abre corada na beira das folhas
roçando seu vermelho
em verde molhado e tímido sal*
afora este corpo humano e dilacerado
existe alma que projeta-se em flor
existe alma,pedido de amor
em cada linha da Flor esquecida na rua
um sentido delicado de perceber a vida
No foco do mundo de fora
o de dentro se abre,aflora natureza sábia
intuição que resgata poesia congênita
a continuidade natural
de cores que se completam,
no mesmo caule,pai mãe e filho
bebem da mesma chuva
comungam de uma só raíz
e sobrevivem...
desde que você não arranque seu lar.
Flô
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Quem sou eu
- No Silêncio das Montanhas a Linguagem dos Ventos
- Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô