sábado, 2 de agosto de 2008





Não poupo papéis,nem noites.
meu sonho ás vezes faço
- barco de papel-me dá cansaço
construo mais forte,madeira amor e aço...
Ponho tudo o que preciso
janelas,horizonte e teu abraço.
Derrubo teu silêncio com a canção maior
Meu beijo de amor.
Amo-te renovando-te em curas,promessas,
fatigas e incertezas
a cada estação veste-se de nova ilha
passa/peito sempre
destrói pedra,correntezas.
Fica casa antiga,paredes com fluidos fixados
olhares pálidos,
trêmulos,suados..
amor é isca
armadilha-arma ilha
Não sei mesmo nadar.
Contemplo com esmero
as tonalidades do encontro céu-mar
mas é só.
sempre só.
natureza má.


Flô

A Neruda



A tempestade que nos distancia
é úmida,líquida ausência
onde te encontras..
cada gota do teu pesar
molha o mundo inteiro
cada olhar e todo o mundo
enxerga o seu amor
simples,delicadamente simples.
Suave percepção das descobertas mais raras
tuas visitas me levaram de volta
ao grande início.
cujo papel ainda não dizia-me nada
por não ter me dado conta
do universo
que bailava dentro de mim ....
Sim,porque escrevo no escuro
e todos os bichos me escutam
intimido os furacões
e cumprimento as sereias
sim,porque toda onda canta em um único mar
desaguando suas dores em pedras distintas.
Flô







A canção é chuva
De tua boca pesquei a lua inteira
esbranquiçando a textura de meus corredores
poucas luzes contidas
pouco vento na face
meu ouro ficou na ilha
abandonada poesia
sobre pisadas de soldados famintos
nas matáforas guardei-me para a guerra.
e ainda pergunto ao amigo:
não será tudo isso que vemos
a metáfora de outra coisa?
agora há pouco,respondi-me...
deixei Pablito
para minha saudade...


Flô

Previsão






Provavelmente toda previsão é um fim
felizes os que não preveêm nada
estabelecem-se na imprevisibilidade de Ser-
e engrandecem-se de não possuírem, contudo
as rédeas que não lhe pertencem.
Assim são mais leves,menos maduros
mais cicatrizantes.
o tempo é amigo do homem atemporal.
o tempo abraça quem estiver contemplando-o
neste exato momento.
Passa,rasteiro e sorrateiro,
encurvando-se para niguém lhe ver
assim,envelhece...

Flô

Fato






Fica aqui guardado
sem registro pessoal
que a lei do amor
destrói todo e qualquer parâmetro
pré estabelecido
a respeito da felicidade.
esta que pincelada sobre as mais diversas cores
sempre terá diante de cada amante
uma tonalidade única que lhe garante
o direito de ir e vir nas ondas sonoras
dos sorrisos sinceros.
Aqui jaz uma lei jamais concebida
não há pudores ou diferenças universais
quando se trata da essência evolutiva
de toda espécie-o amor-
o amor é fato e não lei.


Flô

agosto







Agosto começa numa madrugada orquestrada por ventos
violentamente solitários
invadem-me as sobras,poluindo toda minha multidão
sou povoada por deuses ferozmente humanos.
desnudo-me dos meus órgãos inúteis.
o que sinto é mais fundo e mais longe
do que tudo que vejo .
Assim é o dia em meus olhos
algo que não saberia suportar
não sou daqui
peça-me qualqueroutra coisa
menos a minha moradia
meu coração é lunar
engoli a lua nesses dias
inchei e quero explodir ventania
pálida sinestesia!


Flô

A poesia faz-me ressuscitar
renasço toda vez que escrevo,
é partida,morada e destino.
Quando iluminar quero sonhar com as estrelas
quero ser passarinho dos meus sonhos
cantarolando os arco íris mais raros.
Não nasci para ser entendida
fazer efeito sobre os pensamentos-
nasci e nasço para viver de inventos
muitos deles,inventos românticos.
sou a imaginação constante do amor.
O passado descola-se da parede
como num repente
mote criado e desinventado
no instante do de repente!
Flô

Quem sou eu

Minha foto
Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô