sábado, 5 de julho de 2008




Amigos



Cala, Meu Amor
Vinicius de Moraes
Composição: Tom Jobim / Vinícius de Moraes


Entra, meu amor,
Bom você voltar,
De onde vem você,
Cansado assim ?
Vejo tanta dor,
No teu triste olhar,
Este olhar que, outrora,
Se acendia só pra mim.
Cala, meu amor,
Fala, meu amor,
É melhor você nada contar.
Venha aos braços meus,
Que os braços meus,
Vão finalmente te fazer chorar.

Em qualquer mesa que me atreva ás permissões
em pedaços de pedras cegos,
em verdades e carvões
basta gostar de outra pessoa?
basta gosar de outra pessoa?
basta ser uma pessoa?
basta dosar nesta pessoa?
Em qualquer mesa meu copo me pede certeza
e nunca,jamais a tive..detesto todas as supostas correntezas
e sigo como trilho em desalinho
gosando apenas o mastro das bandeiras deitadas
deixando apenas o rastro das intenções abandonadas.
Flô


Tua Boca que nem conheço
todos os gostos num gôso inconcebível
teu hesitar em minha pele
bailando as angústias
de não mais ouvir nossa música
é hora de mitificar...
tua boca que mal conheço
ronda-me como barca acesa de desejos..
apenas,,,apenas?
e como saber nortear um simples beijo?
ternura..maneira infinda de teimar..
loucura razão finda de se amar...
quero-te no desconhecido instante
de te olhar...
somente...
e tu me negas os cílios..
e tu fechas tuas pestanas encantadas,,
pra sempre...
pra sempre...
tenho tanta saudade dos meus olhos nos de outrem
tanta.

Flô




QuAIS São as novidades/
quem mordeu o fruto proibido agora?
tenho outro tipo de exaustão...
tenho sede de potes antigos
e minha saudade é crua
feito a carne que envolve meu tecido
quero o verde de qualquer olhar
quero a água na boca de qualquer desvendar
em todas as idades tive fome de sonhar
minhas pedras me confessam
elas são tímidas como as farpas de outrora
são gosadas como as aureólas de meus anjos
amANHÃ minha menina vai embora
e o vazio outra vez irá se instalar aqui em meu labirinto
quais são as novas idades?
hora de envaidecer..
hora de lua despedaçada entardecer...
minha lua é um fruto tosco.

Flô




Todas as sobras de farsas juntas ,atadas
neste terraço sombrio do deserto
esta casa antes acinzentada energia,
agora renovada magia,cores em cada peça
beijos estendidos num varau imaginário
quintais de cerejeiras secas
lembranças que doem as texturas mais findas
tenta-se viver apenas o trago do momento
mas ele esvai-se como humanos
em deuses esguios,fracos e inconsequentes
tenta-se planejar os 80 anos da árvora origem
inventamos piadas,encurtamos distâncias e por sengundos
rimos todos juntos querendo unir o resto que se foi sem dizer-se "adeus"
tentamos visualizar todo o resto dos que por dias amamos juntos
numa comunhão de retalhos coloridos
cada um tentando achar o remendo de seu coração estendido
rendido ás intempéries da metamorfose
oh dor de saudade..óh dor da verdade
minha família aqui reunida numa mesa velha
e eu..munida de vinhos ruins...
entretida em outro mundo planejando minha partida
sim,confesso,completamente partida e perdida.

Flô

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Q belo!





Que tal mudar a cor dos sapatos?
Que tal largar os sapatos e seguir de pés no chão?
Acho que quando a gente muda tudo fica mais fácil partir.
Mesmo que, ao partir, siga-se partida.

Duda(tão lindo!amei,acho que estava precisando ouvir exatamente isso!graciaas!)

domingo, 29 de junho de 2008




Diante dos antigos sapatos vermelhos
por onde caminhava em nuvens coloridas
relato meu peito chumbado de desafios
vencê-los?por onde começar?
Fiz uma Flor de papel dia desses
pétalas de Origami-Pólens de incertezas
e um dia estaremos mesmo certos do que queremos?
e de quem somos?
Diante dos meus sapatos antigos, avermelho
e já não sei mais colorir as nuvens como antes
e tudo poderá ser como antes?
mas se o antes se foi...
o que fica é agora..e depois
no agora posso criar outros tipos de "antes"
para fazer talvez bem feito o depois
e Diante do caminho vermelho,piso em flores novas
em diferentes sensações,estranhando a dança nova das nuvens
julgando-as não merecedoras de meu amor...
Errôneamente ultrapasso as escolhas
e acredito no desamor alheio
generalizando meu coração destroçado
como se todos os outros fossem cuspir de novo em meus versos!
quero novos sapatos vermelhos
o caminho talvez será o mesmo
o chão não muda muito de cor
mas se eu permitir mudança
posso dançar com ainda mais fervor...
Diante do antigo:Despeço-me!
Vou!!!!

Flô

Quem sou eu

Minha foto
Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô