a Queda
o MURO deste Berlim vizinho se romperá
mais de 20 anos de espera
e o que sinto agora?que posso prever a liberdade
amanhecendo como pólvora
posso sentir a liberdade cortando os ultimos laços consanguineos
posso engolir a liberdade saindo dos tribunais
as paredes estão fadadas ao desmoronamento
tudo aqui cairá,irão enterrar-se junto a ti novamentE
teus cacos aqui vencidos,tuas mão aqui apedrejadas
teu nome aqui corrompido,tuas velas aqui jaz,apagadas
o muro deste Berlim,esquisofrenico
o terraço que me tiraram com velocipede e tudo
agora soa dentro de mim uma insonia latente
me tirando até o gosto do ócio,
pensamento incansável,sobre o que é melhor para mim
sinto minha liberdade despindo-se de dor
sinto minha liberdade fechando ciclos
posso ver minha liberdade soltando Chico
libertando os bem te vis que ainda sobrevivem
a este amarelo encardido,de portões cinza em solidão
o que deus fará com os tijolos que restarem deste muro?
o que minha mãe está fazendo agora?
o que na verdade ela quer que eu derrube?
Minha ilha me olha,povoada de sonhos antigos
minha filha me enxerga,deserta de coragens concretas
gostaria de fechar esta porta
para nunca mais.Nunca mais voltar aqui.
Nunca mais lembrar o quanto chamei minha mãe
e ela nunca me respondeu.
gostaria também de partir,mas agora
ainda deste lado de cá.
Que a Luz que nasceu de mim me proteja.
e que a Luz que me gerou fique ainda mais em paz.amém.
Flô
terça-feira, 21 de junho de 2011
hoje,me pergunto,o que acalma o peito ainda o faz queimar?
o que aflora a alma ainda a faz teimar?
o que sacode a dor ainda faz amar?
somos as diferenças repartidas e achadas
a herança de todo sofrimento de amor
os potes deixados nas estações,as garrafas encontradas em alto mar,
com cartas de amores impossíveis
somos as efemeridades disfaraçadas de casamento
somos aquele deserto caótico e milagreiro,somos esta noite chuvosa de maio,
onde encontramos nas faltas e imperfeições as risadas mais tolas e os ímpetos mais infantis
somos este não saber ser,e de não saber
querer,e querer e querer estar junto apenas...
o que aflora a alma ainda a faz teimar?
o que sacode a dor ainda faz amar?
somos as diferenças repartidas e achadas
a herança de todo sofrimento de amor
os potes deixados nas estações,as garrafas encontradas em alto mar,
com cartas de amores impossíveis
somos as efemeridades disfaraçadas de casamento
somos aquele deserto caótico e milagreiro,somos esta noite chuvosa de maio,
onde encontramos nas faltas e imperfeições as risadas mais tolas e os ímpetos mais infantis
somos este não saber ser,e de não saber
querer,e querer e querer estar junto apenas...
Alguns abraços passam um tempo murchos,insossos,como incógnitas que perambulam entre os braços...nas lacunas,nas enchentes de emoções antigas...
guardo algumas esperanças,que os mais valiosos ;um dia,voltem a apertar-me o corpo inteiro como um ímã divino,como aquele encontro que parece sempre o primeiro,o único,e o último...
guardo algumas esperanças,que os mais valiosos ;um dia,voltem a apertar-me o corpo inteiro como um ímã divino,como aquele encontro que parece sempre o primeiro,o único,e o último...
evaram meu sono embora com o mar,ao invés das mensagens de amor que viajaram séculos dentro das garrafas,o que está preso agora em círculos de vidro é o próprio mar,suas ondas permanecem inertes dentro das letras de amores irrecuperáveis...em areia lateja agora,única lágrima,sobrevivente,chorando por todos os desencontros do peito do mundo.
Em teu copo de saliva terna
repousava meu veneno
minha boca podia auscultar teu enredo
batendo,batendo sem o dito senhor Tempo
minha hora era Divagar..e eu seguia...
embarcações suspensas,sonhos de nuvens tensas
alucinado encaixe de segredos
minha insônia era fome de gemidos densos
em teu corpo de seiva eterna
acorda minha cura
amanhece minha herança.
em teu poro dorme fluida
essa alma singela...
Esse cuspe de esperança.
Flô---20 de Junho 2011
repousava meu veneno
minha boca podia auscultar teu enredo
batendo,batendo sem o dito senhor Tempo
minha hora era Divagar..e eu seguia...
embarcações suspensas,sonhos de nuvens tensas
alucinado encaixe de segredos
minha insônia era fome de gemidos densos
em teu corpo de seiva eterna
acorda minha cura
amanhece minha herança.
em teu poro dorme fluida
essa alma singela...
Esse cuspe de esperança.
Flô---20 de Junho 2011
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Quem sou eu
- No Silêncio das Montanhas a Linguagem dos Ventos
- Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô