domingo, 8 de junho de 2008

DesCobertas






DesCoBertas



Temperos de rosa dos ventos
pitadas de brisas atrevidas
dançando numa cozinha de piso psicodélico
"falsas" pisadas sobre o universo...
vinho branco,gargalhadas,programas de tv alucinados!
companhia de dias-tardes-noites..
só quando escurece é hora de acordar
só quando falta pouco para amanhecer é hora de dormir
a hora é este trago de algumas flores sórdidas que trazemos no peito
fumamos nosso ideal..
este mesmo que nem formamos!
e amamos...amamos este instante trazido em saquinhos de contentamento!
Não acendam a luz do dia,,,ela atrapalha nosso sono
o que queremos é apenas um verso..
um verso apenas..
assim..sonolento..preguiçoso..atrevido...tarado..insano!
temperos de rosa do ventos...
nossos sabores descobertos
nossas cobertas divididas....
a hora é esta alegoria de desfechos
achamos no verbo..alguns vestígios de desejo
o que fazer?quando o encontro das mãos é esperar?
vamos dar uma volta quando a chuva nos visitar de leve...
conhecer ruas fantasiosas, nos perder em becos de prosa..
vamos..vamos....
acordar para possível sonho....

Adéliacoelho

Roseira





"Não me basto como companhia, preciso dos meus silêncios tanto quanto preciso dos silêncios dos outros a fazer eco dos meus".



Roseira


Lençóis exatos
suores apáticos
me rasgam os gritos
não posso desafiar este tecido
relampejo entre a pele distorcida da verdade
nua de intenções,encharcada de visões
lençóis exatos
lubrificações,risos simpáticos
outras formas de invenções
me roubam as teorias vencidas
não posso renegar este tear
chuvendo entre as roseiras da ilusão
com todas as minhas roupas de preconceitos sugeridos
dilacerada exerço meu dom..
sobre esta tela gosada
sobre esta noite estuprada
sobre tijolos roubados
sobre mulheres felizes
agora,sinto que outra posição é inverso
e que posso "Ser" não permanecendo no verso.

Adélia Coelho

terça-feira, 3 de junho de 2008

aNA cRISTINA CESAR






"Olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue nas gengivas.








Tu queres sono: despe-te dos ruídos, e dos restos do dia,
tira da tua bocao punhal e o trânsito, sombras de teus gritos,
e roupas, choros, cordas e também as faces que assomam
sobre a tua sonora forma de dar,
e os outros corpos que se deitam e se pisam,
e as moscas que sobrevoam o cadáver do teu pai, e a dor (não ouças)
que se prepara para carpir tua vigília, e os cantos que
esqueceram teus braços e tantos movimentos
que perdem teus silêncios, o os ventos altos
que não dormem, que te olham da janela
e em tua porta penetram como loucos
pois nada te abandona nem tu ao sono.









Flores Do Mais

Devagar escreva uma primeira letra
escreva nas imediações construídas pelos furacões;
devagar meça a primeira pássara bisonha
que riscar o pano de boca aberto sobre os vendavais;
devagar imponha o pulso que melhor souber sangrar
sobre a facadas marés;
devagar imprima o primeiro olhar sobre o galope molhado dos animais;
devagar peça mais e mais e mais








Deus na Antecâmara

Mereço (merecemos, meretrizes)
perdão (perdoai-nos, patres conscripti)
socorro (correi, valei-nos, santos perdidos)
Eu quero me livrar desta poesia infecta
beijar mãos sem elos sem tinturas
consciências soltas pelos ventos
desatando o culto das antecedências
sem medo de dedos de dados de dúvida
sem prontidão sangüinária
(sangue e amor se aconchegandohora atrás de hora)
Eu quero pensar ao apalpar
eu quero dizer ao conviver
eu quero partir ao repartir
filho
pai
e fogo
DE-LI-BE-RA-DA-MEN-TE
abertos ao tudo
inteiro
maiores que o todo nosso
em nós (com a gente) se dando
HOMEM: ACORDA!
*








Poesia


jardins inabitados pensamentos
pretensas palavras em pedaços
jardins ausenta-se a lua figura de uma falta contemplada
jardins extremos dessa ausência
de jardins anteriores que recuam ausência freqüentada
sem mistério céu que recuas em pergunta
*



Psicografia


Também eu saio à revelia
e procuro uma síntese nas demoras
cato obsessões com fria têmpera
e digo do coração: não soube
e digoda palavra: não digo (não posso ainda acreditarna vida)
e demito o verso como quem acena
e vivo como quem despede a raiva de ter visto
*



Ana Cristina CESAR

*

O amor






O amor
Zéu Britto
Composição: Tom Zé




O amor é velho, velho, velho, velho
E me nina
O amor é trilha de lençóis e cuba,medo e maravilha
O amor é velho, velho, velho, velho
E me nina
O amor é trilha de lençóis e cuba,medo e maravilha

O tempo, a vida, a lida
andam pelo chão,
O amor aeroplanos,
O amor anda nos cantos
O amor zomba dos anos

O rastro dos ciganos
No vão dos oceanos
O amor é poço onde se despejam
lixos e brilhates
Orações, sacrifícios, traições.

O amor é velho, velho, velho, velho
E me nina
O amor é trilha de lençóis e cuba,medo e maravilha
O amor é velho, velho, velho, velho
E me nina
O amor é trilha de lençóis e cuba,medo e maravilha

O tempo, a vida, a lida
andam pelo chão,
O amor aeroplanos,
O amor anda nos cantos
O amor zomba dos anos

No rastro dos ciganos
No vão dos oceanos
O amor é poço onde se despejam
lixos e brilhates
Orações, sacrifícios, traições.


Algumas músicas que gostei da trilha do filme A MÁQUINA

A máquina







Dia Branco -
Tema do Filme a Máquina
Desconhecidos
Composição: Geraldo Azevedo


Se você vier Pro que der e vier
Comigo
Eu te prometo o Sol
Se hoje o Sol sair
Ou a Chuva
Se a Chuva cair
Se você vier até onde a gente chegar
Numa praça, na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar
Nesse dia branco..

E se branco ele for
Esse canto, esse tão grande amor
Grande amor
Se você quiser
E vierPro que der
E vier
Comigo

E se branco ele for
Esse canto, esse encanto, esse tão grande amor
Grande amor
Se você quiser
E vier
Pro que der
E vier
Comigo

..Musiquinha boa...





Ah, vem cá, meu menino / Pinta e borda comigo
Me revista, me excita / Me deixa mais bonita
Ah, vem cá, meu menino / Do jeito que imagino
Me tira essa canseira / Me tira essas olheiras
De esperar tanto tempo / A mudança dos ventos
Pra me sentir com forças / Prá me sentir mais moça
Ah, vem cá, meu menino / Pinta e borda comigo
Me revista, me excita / Me deixa mais bonita
Ah, vem cá, meu menino / Do jeito que imagino
Me tira essa vergonha / Me mostre, me exponha
Me tire uns 20 anos / Deixa eu causar inveja
Deixa eu causar remorsos / Nos meus, nos seus, nos nossos
La, ia, la, ia, ê / La ia ê La, ia, la, ia, ê / La ia ê

Inexoravelmente....uau






A Natureza Das Coisas
Santanna
Composição: Accioly Neto



Ô chá, lá, lá, lá, láÔ chá, lá, lá, lá, lá
Se avexe não...Amanhã pode acontecer tudo
Inclusive nada.
Se avexe não...A lagarta rasteja
Até o dia em que cria asas.
Se avexe não...
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa.

Se avexe não...
Amanhã ela pára
Na porta da tua casa

Se avexe não...
Toda caminhada começa
No primeiro passo
A natureza não tem pressa
Segue seu compasso
Inexoravelmente chega lá...

Se avexe não...
Observe quem vai
Subindo a ladeira
Seja princesa, seja lavadeira...
Pra ir mais alto
Vai ter que suar.

Ô coisa boa é namorar
,Ô coisa boa é namorar.

Quem sou eu

Minha foto
Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô