terça-feira, 10 de junho de 2008

único céu


Esta febre e a oscilação do ócio...
espirro alegorias falidas
numa constirpação exemplar
minha alergia anônima prende-me
nos lençóis desumanos da covardia
um medo constante de deixar-me ir com o vento
ao mesmo tempo sinto o sabor de todas as nuvens
as nuvens lilázes,as nuvens azuis,as nuvens amarelas
as nuvens verdes,todas as variações de sons
esta febre guarda um tesouro novo
intransigente luta a favor de um único céu
e da permanência inalterada de seu azul dominante
espirro categorias esmorecidas
meus olhos vão fechando-se aos poucos
numa agonia latente,escrever agora parece-me difícil
pois minhas mãos querem destroçar meu rosto
querem arrancar o ar destes versos inúteis
querem destruir meu ímpeto de continuar pela palavra viva
e se ao menos soubesse onde a lua escondeu suas músicas
injustiças da natureza,ficar assim tão exposta a este breu
sem ao menos ler as composições da dúvida
codificar as intenções dos beijos silenciosos
aqui,na noite sem lua,desanimo sobre esta pobreza
de sentimentos acovardados
.o único céu,esbranquiçado,tristonho,guardado.

Flô*2008

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Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô