terça-feira, 3 de fevereiro de 2009




Lua flamejando nos dentes
gosto do cru imundo
das veias coloridas
minha cidade serpentina
inventando o universo
os prédios vazios enlouquecendo a verdade
e todas as luas se encontram
pela fresta escura da saudade
corpos se reconstituem
dissolvendo-se em paisagens possíveis
a lua exposta
cratera encerrada
voltada para o sorriso inteiro
é quando a dama negra se esquece do luto
e acende todas as luzes chamadas
estrelas envergonadas ....


Adélia Coelho janeiro 2009

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Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô