quinta-feira, 17 de julho de 2008

Peixe grande














Conto sobre peixes grandes-


Chuva de início de quinta
todos abrem seus jornáis apagando as luzes!
Racionando e racionalizando
os ovos se estalam no vizinho ao lado
cheirinho de manhã tem ovos fritos
pão assado e café quente!
Cheirinho de chuva geladinha
tem as manhãs de julho aqui
enrolo-me em todos os cobertores possíveis
o frio vai calando e inibindo o prazer
e é tão maior a desculpa quanto o possível medo
de qualquer coisa
tranco-me na cama sonhando as origens da organização
tantos pesadelos todos juntos!
confundindo minhas fugas com as procuras...
Reduzindo a insônia a falta de novos barcos
que transitem em outras navegações.
Meu cachorro leva chuva
enquanto estou aqui atacando vorazmente
meu vazio estúpido!
Todo dia torno-me mais cretina
O sonho está beirando falência
por falta de cores
e meus órgãos fingem padecer de chuva.
Niguém nunca morreu de chuva.
E preciso nascer.O papel,o palcoa voz,o corpo,
a ideía,a cena,o grupoas fichas,as prosas e todas as rimas
pelo quê espero?
Por pouco quase percebo o início de qualquer início
e principio sempre numa organzação nula e egoísta
covarde e omissa
displiciente e indisciplinada
Minha dose de sarcasmo e verdade
tem que servir antes de tudo pra mim
e não de veneno unilateral para os que amo
entorpecendo as posibilidades de trapézios coagidos
malabares suspensos no vento.
Para onde levaram quem tinha medo de palhaços?
para onde?
Quem roubou meu nariz vermelhono último carnaval?
Quando chove assim nunca sabemos ao certo que horas amanhece
fica sempre noite:sonho dos poetas!
Poder falar tão bem do dia,só por nunca tê-lo visto
nem sequer tocado...
Os peixes grandes vivem pra dentro
tão profundos que ficam imersos na noite universal
e são tão deles no momento que a madrugada é de todos
e somos tão nossos quando o escuro é partilhado
A noite é mãe dos bêbados de alma
o álcool da noite é deserto
é música própria...
e aqui é tão perto.
é dom e Magia
Adentrar doce mistério Poesia!

Flô

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Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô