terça-feira, 1 de abril de 2008




Volúpia em cansaços coloridos



Quem falou da prostituição foi minha perjorativa
ela manchou meu sexo,assim que o mundo me desvirginou,
assim que rompi o hímen de meu verso
rasgante orgânico de singela natureza
de nada adiantou sangrar a fome
as pernas incessantemente abrem meu mundo
e meu coração nem bate mais...
mas me dêem o prazer!
-o bom do coração-todos ja roubaram-me
roubo agora de todos vocês
os espermas da maldade!
nesta madrugada estou em chamas porque ainda não roubei..
mais uma prova da imbecilidade humana
É asim que todos matam sua sede
porque o puro fica aqui,
só no papel,porque o doce não pode ser experimentado em poros
porque o sexo não permite o amor.
desprezo meus posíveis amores quando vejo a probabilidade de dar certo
maltrato a chance,tripudiando em cima
de minha própria baixo estima.
é como se niguém pudesse realmente gostar de mim,
como se abeleza fosse sempre degradante e a inteligência superficial,
é como se a formação fosse sempre insuficiente
e a colocação inadequada,é como se estivesse sempre noutro tempo que não
o de ser feliz...por quê me auto saboto e espanto e expulso as pessoas?
por que não me dou a chance,esperando todos os dias
dormindo os sonhos,justificando na alma artista a poesia errante
a felicidade numa gaveta de um armário velho
quando vou voar?tantas chances apareceram..
e doce as desculpas,a hipocondria do mundo inteiro..
e falto,e não vou e deixo pelo caminho
porque não acredito em mim,porque tenho preguiça de me manter em pé
porque minha liberdade me esquartejou
estou paralítica por não ter tido os limites na hora certa
odeio ter que culpar o excesso do amor
mas preciso admitir que esse mesmo excesso me violenta
me corrompe,me paralisa...
preciso pintar um quadro(colorido)
desenhar uma árvore de cansaços(coloridos)
uma árvore onde existam todas as espécies de flores
divergindo somente nas cores....
ah..minha volúpia de cansaços coloridos!

Adélia Coelho abril 2008

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Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô