Em teias de cristais tua água finda alimenta os peixes famintos deste vestido de Nuvem Pérolas aos pássaros... sopro de antepassados alívio e suspensão rumores e tensão lugares comuns paisagens partilhadas no breve momento do sono a dois.
Flô
Estamos deitados em azul Viagens psicodélicas através de ciclos de céus distintos seios,instintos, aparições de raios vívidos minha rede conecta-se a teu peito choques nas mais diversas palavras somos esse azul que rasga fechando as frestas incolores abrindo os mares nas janelas. Ondas de calor no encanto sopros de sereno e manto.
Flô
Calçadas de alegres necrofilias sepultamentos inexistentes, todas as pedras atadas num peito mudo ando,calando... persigo,pés em terra... meu vestido sonolento inebria as constatações todas as bandeirolas dos meus encantamentos aqui,presentes,enchendo meu batuque ambulante de uma alegria cujo colorido está imerso num sol sempre mais distante. Minha negra é uma estrela amiga, por ora me conta segredos sobre a cama da lua.
Flô
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Quando por segundos encorajava-me olhava-lhe fundo e quanto brilho eu vi.. e não era sono. Não sei a quem pertence minha boca meus beijos são versos frágeis quero mais olhar e palavra quero mais olhar na palavra quero mais flores amarelas achadas desenhadas percorridas;;; erosão-espartilho-pedaço fragmentos de tuas bonecas alegres ressurreições...ciclos... tudo é só brincadeira? e quando hão de se juntar as peças? Flores que voam..
Flô
Não fotografe minha vida ela é tão colorida um pátio tão mágico pombos que pousam nas mesas estátuas que recitam poesias Um sorriso iluminado fechando os cantos das saudades veste-se destas mesmas flores que me enbriagam devoras meu olhar com esta sede branda quero-te nos ventos da noite a percorrer meus verbos acarinhando o peito.
Teia de Flores peregrinas.
Flô
Amarelo cordão da veia, cheiro de suor de campo gôsto de caminho longo olhos de cristais de seda leves como um furacão sede de luares densos amarelas devastidões Dou-te margarida murcha tens uma Flor das ilusões sempre renascida.
Flô
Comprei flores amarelas procurei os girassóis pelas ruas que andei todos se escondiam lembrei então que margaridas também são doces guardei-as em meu peito com medo de se estraçalharem pelo vento Guardei-as somente,mas não morreram estão quase que adormecidas num porão iluminado esperando talvez mais desenhos encantados em guardanapos de papel.
Eu vou,atrevida,pisando nos relógios
sento-me nos relógios
sou a bailarina da caixa de música
que dança em cima dos ponteiros
e ilumina mesmo sem querer
o outro lado das batidas do tempo...
Flô