quinta-feira, 4 de setembro de 2008





Em teias de cristais
tua água finda alimenta
os peixes famintos deste vestido de Nuvem
Pérolas aos pássaros...
sopro de antepassados
alívio e suspensão
rumores e tensão
lugares comuns
paisagens partilhadas
no breve momento do sono a dois.

Flô




Estamos deitados em azul
Viagens psicodélicas através
de ciclos de céus distintos
seios,instintos,
aparições de raios vívidos
minha rede conecta-se a teu peito
choques nas mais diversas palavras
somos esse azul que rasga
fechando as frestas incolores
abrindo os mares nas janelas.
Ondas de calor no encanto
sopros de sereno e manto.

Flô




Calçadas de alegres necrofilias
sepultamentos inexistentes,
todas as pedras atadas num peito mudo
ando,calando...
persigo,pés em terra...
meu vestido sonolento inebria as constatações
todas as bandeirolas dos meus encantamentos
aqui,presentes,enchendo meu batuque ambulante
de uma alegria cujo colorido está imerso num sol
sempre mais distante.
Minha negra é uma estrela amiga,
por ora me conta segredos sobre
a cama da lua.


Flô

segunda-feira, 1 de setembro de 2008




Quando por segundos encorajava-me
olhava-lhe fundo e quanto brilho eu vi..
e não era sono.
Não sei a quem pertence minha boca
meus beijos são versos frágeis
quero mais olhar e palavra
quero mais olhar na palavra
quero mais flores amarelas achadas
desenhadas percorridas;;;
erosão-espartilho-pedaço
fragmentos de tuas bonecas alegres
ressurreições...ciclos...
tudo é só brincadeira?
e quando hão de se juntar as peças?
Flores que voam..

Flô





Não fotografe minha vida
ela é tão colorida
um pátio tão mágico
pombos que pousam nas mesas
estátuas que recitam poesias
Um sorriso iluminado
fechando os cantos das saudades
veste-se destas mesmas flores que me enbriagam
devoras meu olhar
com esta sede branda
quero-te nos ventos da noite
a percorrer meus verbos
acarinhando o peito.

Teia de Flores peregrinas.

Flô





Amarelo cordão da veia,
cheiro de suor de campo
gôsto de caminho longo
olhos de cristais de seda
leves como um furacão
sede de luares densos
amarelas devastidões
Dou-te margarida murcha
tens uma Flor das ilusões
sempre renascida.

Flô






Comprei flores amarelas
procurei os girassóis pelas ruas que andei
todos se escondiam
lembrei então que margaridas também são doces
guardei-as em meu peito
com medo de se estraçalharem pelo vento
Guardei-as somente,mas não morreram
estão quase que adormecidas
num porão iluminado esperando talvez
mais desenhos encantados
em guardanapos de papel.

Flô

Quem sou eu

Minha foto
Eu vou,atrevida,pisando nos relógios sento-me nos relógios sou a bailarina da caixa de música que dança em cima dos ponteiros e ilumina mesmo sem querer o outro lado das batidas do tempo... Flô